
Novo museu em Pato Branco lota de estudantes nos primeiros dias e fortalece acesso à cultura
Com visitas mediadas e acervo histórico, unidade do Museu Paranaense desperta interesse de alunos e educadores logo nos primeiros dias de funcionamento.
24/05/2026por Portal do RomeuO recém-inaugurado Museu Paranaense (MUPA) de Pato Branco já começou a transformar a relação da comunidade com a cultura e a história regional. Inaugurado oficialmente na quarta-feira (20), o espaço iniciou as atividades em ritmo intenso e, já no primeiro dia útil de funcionamento, recebeu grupos de alunos da Escola Municipal de Artes em visitas mediadas.
A unidade é a segunda implantada dentro da política estadual dos Museus Satélites, iniciativa que busca descentralizar o acesso à cultura no Paraná. Mais do que receber exposições temporárias, os municípios passam a contar com espaços permanentes, com programação contínua, ações educativas e circulação de acervos estaduais, fortalecendo a presença cultural fora da capital.
Em Pato Branco, o impacto já é percebido dentro das salas de aula. Para a diretora da Escola Municipal de Artes, Fabiani de Paula, a possibilidade de os alunos terem contato direto com peças históricas torna o aprendizado mais significativo. “Saber é uma coisa, mas poder olhar, ter o toque e a vivência do que já passou faz o aprendizado ter mais lógica”, destacou. Segundo ela, o museu também representa um avanço para a população adulta da cidade, que antes não tinha acesso a esse tipo de experiência cultural.
O professor Andrei Fabiano Vieira também observou o entusiasmo dos estudantes durante a visita. “Você vê o brilho no olhar observando as fotos, vendo a pele da onça”, relatou. Entre os objetos que despertaram curiosidade dos alunos estavam antigas câmeras fotográficas e itens históricos que ajudam a conectar as novas gerações ao passado.
A estudante Isadora Voitena, de apenas 8 anos, viveu a experiência de visitar um museu pela primeira vez. “Hoje a gente fez uma coisa muito legal e diferente. Quando chegar em casa, vou contar para os meus pais sobre a pele de onça que vi aqui hoje. É muito impressionante”, contou.
Além do aspecto cultural, o espaço também tem forte impacto pedagógico. O professor de artesanato Gustavo Alisson da Silva explicou que a visita complementa atividades já desenvolvidas em sala de aula sobre povos originários e pigmentos naturais. “Trazer os alunos aqui acaba amarrando o contexto como um todo”, afirmou. Para ele, a presença de um acervo indígena na cidade ajuda a preservar e valorizar culturas que correm o risco de serem esquecidas.
A procura pelo novo museu já reflete o interesse das escolas. Segundo a mediadora do Departamento de Cultura de Pato Branco, Aline Schenato Sabadini Brandielli, somente neste primeiro dia foram atendidos cerca de 200 alunos da rede municipal, além de novas visitas já agendadas para os próximos dias.
Nesta primeira ativação, os estudantes conheceram a mostra “A riqueza de um patrimônio em movimento: por dentro da vida e da Coleção Vladimir Kozák”, composta por fotografias, filmes, câmeras e adornos indígenas reunidos pelo pesquisador e etnógrafo Vladimir Kozák entre as décadas de 1940 e 1950.
Além de Pato Branco, o programa Museus Satélites prevê novas unidades em cidades como Londrina, Cascavel, Maringá, Guarapuava, Tunas do Paraná, Paranaguá e Ponta Grossa. Todas as inaugurações devem ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026.








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