
Endometriose afeta 1 em cada 10 mulheres e campanha reforça alerta para diagnóstico precoce
Especialistas alertam que cólicas incapacitantes e dor pélvica podem indicar a doença, que ainda é subdiagnosticada.
13/03/2026por Portal do RomeuO mês de março, dedicado às mulheres, também reforça a importância do cuidado com a saúde. Dentro desse contexto, a campanha Março Amarelo chama atenção para a endometriose, doença que afeta, em média, uma a cada 10 mulheres no Brasil e ainda é cercada por desinformação.
A condição pode provocar dores intensas e impactar a vida pessoal, profissional e reprodutiva das pacientes.
Segundo o secretário de Estado da Saúde do Paraná, Beto Preto, sintomas incapacitantes não devem ser ignorados. “A endometriose representa uma barreira diária que afeta a vida profissional, pessoal e reprodutiva de muitas mulheres. Sentir dor incapacitante não é normal, por isso alertamos que é possível buscar atendimento na saúde pública”, afirmou.
Atendimento pelo SUS
No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) segue as diretrizes do Ministério da Saúde por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose (PCDT). A rede pública possui fluxo estruturado para diagnóstico e tratamento.
A orientação para quem apresenta sintomas é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde é feito o primeiro atendimento. A partir da avaliação, a paciente pode ser encaminhada para acompanhamento com médico ginecologista.
O tratamento varia de acordo com cada caso e pode ser clínico, cirúrgico ou combinado.
O que é a endometriose
A endometriose ocorre quando o endométrio, tecido que reveste o interior do útero, cresce fora dele e pode atingir outros órgãos.
Entre os principais sintomas estão:
- cólicas menstruais muito intensas;
- dor pélvica fora do período menstrual;
- dor durante a relação sexual;
- dor ao evacuar ou urinar, principalmente durante a menstruação.
Além da dor, a doença também é considerada uma das principais causas de infertilidade feminina.
Diagnóstico pode demorar
O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames de imagem. No entanto, muitas mulheres demoram a descobrir a doença porque a dor menstrual costuma ser considerada algo comum.
A moradora de Apucarana Angélica Lopez Pereira, de 34 anos, conviveu por anos com sintomas antes de receber o diagnóstico. “Eu sempre tive cólicas muito fortes e hemorragias. Depois as dores começaram a aparecer também fora do período menstrual. Fiz vários exames e não aparecia nada. Só depois de uma crise muito forte, quando fui hospitalizada, começou a investigação para endometriose”, relatou.
Após a confirmação da doença, Angélica passou por cirurgia no Hospital São Rafael, em Rolândia, e segue em acompanhamento médico. “Só quem tem sabe o que é essa dor. Estou muito aliviada depois da cirurgia”, disse.
Especialistas reforçam que procurar atendimento ao perceber sintomas persistentes é fundamental para garantir diagnóstico precoce e melhorar a qualidade de vida das pacientes.


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